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Blog: segunda-feira, 29 de outubro de 2018

10:17:07

O ranking dos governadores

O Brasil terá a partir de 2019 sua composição de governadores com a maior fragmentação partidária da história. Foram 13 siglas com chefes estaduais eleitos. O recorde anterior era da eleição de 2014, quando 10 partidos elegeram governadores.

Um levantamento feito pelo portal Poder360, mostra que foi o PT que elegeu o maior número de governadores (4).

MDB, PSB, PSL e PSDB elegeram três governadores cada; duas siglas tiveram governadores eleitos pela primeira vez: PSC e Novo.

Segundo o Poder360, antes dos 13 partidos que governarão Estados a partir de 2019, o recorde de fragmentação havia sido após a eleição de 2014, quando 10 siglas venceram pelo menos uma eleição estadual.

Governadores eleitos

Acre: Gladson Cameli (PP) – 223.993 votos (53,71%)

Alagoas: Renan Filho (MDB) – 1.001.053 votos (77,30%)

Bahia: Rui Costa (PT) – 5.096.062 votos (75,50%)

Ceará: Camilo Santana (PT) – 3.457.556 votos (79,96%)

Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) – 1.072.224 votos (55,49%)

Goiás: Ronaldo Caiado (DEM) – 1.773.185 votos (59,73%)

Maranhão: Flávio Dino (PC do B) – 1.867.396 votos (59,29%)

Mato Grosso: Mauro Mendes (DEM) – 840.094 votos (58,69%)

Paraíba: João Azevedo (PSB) – 1.119.758 votos (58,18%)

Pernambuco: Paulo Câmara (PSB) – 1.918.219 votos (50,70%)

Piauí: Wellington Dias (PT) – 966.469 votos (55,65%)

Paraná: Ratinho Jr. (PSD) – 3.210.712 votos (59,99%)

Tocantins: Mauro Carlesse (PHS) – 404.484 votos (57,39%)

Amazonas: Wilson Lima (PSC) – 1.033.677 votos (58,51%)

Amapá: Waldez Góes (PDT) – 191.741 votos (52,35%)

Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB) – 1.042.574 votos (69,79%)

Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) – 6.963.806 votos (71,80%)

Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PSDB) – 677.310 votos (52,35%)

Pará: Helder Barbalho (MDB) – 2.068.319 votos (55,43%)

Rio de Janeiro: Wilson Witzel (PSC) – 4.675.355 votos (59,87%)

Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT) – 1.022.910 votos (57,60%)

Rondônia: coronel Marcos Rocha (PSL) – 530.188 votos (66,34%)

Roraima: Antonio Denarium (PSL) – 136.612 votos (53,34%)

Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB) – 3.128.317 votos (53,62%)

Santa Catarina: Comandante Moisés (PSL) – 2.644.179 votos (71,09%)

Sergipe: Belivaldo Chagas (PSD) – 679.051 votos (64,72%)

São Paulo: João Doria (PSDB) – 10.990.350 votos (51,75)







Blog: sábado, 27 de outubro de 2018

14:29:40

Joaquim Barbosa vota em Haddad

O ex-ministro disse que Jair Bolsonaro lhe "inspira medo"

O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que foi o algoz do PT no julgamento do esquema “mensalão”, declarou hoje, publicamente, seu voto a Fernando Haddad.

Pelo Twitter, Barbosa declarou:

-- Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad.

O ex-ministro, que estava ausente das redes sociais desde o mês de maio, desmentiu notícia veiculada por Jair Bolsonaro, que o teria absolvido no caso “mensalão”.

-- Desde 2014 jamais emiti opinião sobre a conhecida Ação Penal 470. Mudei de atividade profissional. Virei a página. Mas vou esclarecer às pessoas sem conhecimento técnico o seguinte: 1) a AP 470 envolvia sobretudo líderes e presidentes de partidos. Bolsonaro não era líder nem presidente de partido. Ele não fazia parte do processo do Mensalão. Só se julga quem é parte no processo. Portanto, eu jamais poderia tê-lo absolvido ou exonerado. Ou julgado. É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí, afirmou.

O ex-ministro disse ainda que faz “um esclarecimento público para desmentir uma manipulação que vem sendo feita ao longo desta triste campanha eleitoral. Até a data de hoje eu ignorei completamente o uso do meu nome na campanha por um dos candidatos. Mudei de ideia porque hoje reiterou-se a manipulação.


Blog: sexta-feira, 26 de outubro de 2018

14:51:48

Ratinho surfa na onda de Bolsonaro

Na entrevista que concedeu a jornalista Estelita Hass Carazzai, publicada ontem pela Folha de S. Paulo, o governador eleito do Paraná, Ratinho Júnior, mostrou que surfa na onda e defende teses do presidenciável Jair Bolsonaro.

Um exemplo: disse que o povo não está interessado que, como prometeu o petista Fernando Haddad, se baixe o peço do botijão de gás.

O que o povo quer, segundo Ratinho, é “ordem, um projeto de nação”.

-- (...) Isso estava muito mais fervoroso na vontade popular nesta eleição do que a preocupação com as questões do dia a dia, de saúde, segurança... Que não deixam de ser importantes. Eu via candidato, por exemplo, dizendo que vai baixar o preço do gás. As pessoas não estão preocupadas com isso. Elas querem ordem, querem um projeto de nação. “Ah, eu vou dar luz e gás”. Não é isso que elas querem. Não adianta ter luz e gás se o país não andar, se não houver ordem. Isso também é política. É uma proposta, disse Ratinho.

Mas não só isso.

Questionado sobre a redução da máquina pública, o governador eleito do Paraná afirmou que, o que antes era visto com ressalvas, como a junção de secretarias, hoje já não é mais.

-- Nós trabalhamos um conceito: acabar com secretaria que não tem necessidade de existir, cortar mordomias, tornar a máquina pública mais eficiente. Quando que você imaginou que cortar secretaria seria legal? “Ah, vão cortar cultura, educação”, ia virar um rolo. Hoje, não: as pessoas falam que tem que cortar, que está demais. Quem conseguiu entender esse novo momento da sociedade brasileira, de um novo conceito de política, como gestão, se deu bem, disse.


Blog: sexta-feira, 26 de outubro de 2018

14:43:39

Bala de prata

Quem esperava que o deputado tucano Valdir Rossoni disparasse uma “bala de prata” na coletiva que ele agendou para “contar tudo” sobre a Operação Quadro Negro – e que foi transmitida ao vivo em seu perfil no Facebook – se frustrou.

Rossoni esbravejou, mostrou papéis, respondeu perguntas, mas não trouxe nada de novo sobre o tema, nem incluiu nenhum outro nome, como era especulado pelo teor do anúncio.

O deputado destacou que antes das eleições de 7 de outubro era apontado como sendo um dos três deputados mais votados do Paraná.

O resultado final? Não foi reeleito.

-- Se alguém tem culpa está aqui, 12 instâncias, quatro procuradores, engenheiro, assessor técnico, chefe de departamento, fiscalização, engenharia, diretor, superintendente, núcleo jurídico, secretário de educação, assessoria jurídica da Casa Civil e depois o Conselho de Gestão Administrativa e Fiscal composto por cinco secretários de Estado. Agora, querem imputar a culpa ao presidente da Assembleia Legislativa, por conta da devolução das sobras de recursos – e o que que mais me irrita é a forma com a TV (RPC em especial) mostra a foto do cheque de 600 milhões de reais, como se todo o dinheiro fosse para uso ilícito, disse.

Rossoni questionou por que na Ação Civil Pública algumas pessoas dessa cadeia de 12 escalas não estão citadas?

-- Isso reprisa um episódio que ocorreu no Paraná, o caso das bicicletas que envolveu o ex-ministro do Alceni Guerra que, anos depois, inocentado, comparou.

Segundo Rossoni, “não existe uma testemunha a não ser o bandido delator, que roubou junto com pessoas da Fundepar”.

Rossoni, que previa fazer 220 mil votos da pesquisa, mas terminou com 72 mil votos, disse de sua certeza que “daqui a cinco anos, certamente serei inocentando e todos vão se lembrar desse dia da live, uma injustiça do tamanho do mundo...”, lamentou.

-- Ilações e suposições que me tomaram a eleição. Agora vou calçar a botina, colocar um chapéu de pano e vou trabalhar, anunciou.

Tonozeleira

Rossoni aproveitou a “live” para fazer uma denúncia pública para investigação do MP e do Depen:

-- O delator está infringindo as normas e determinações da justiça há muito tempo, pois, não informa o controle do uso da tornozeleira eletrônica, ele não está fazendo o que a lei exige, o Eduardo não está usando a tornozeleira. Outra coisa, faz cinco anos que ele não trabalha e vive nos melhores shoppings e restaurantes de Curitiba e São Paulo, que milagre é esse? perguntou Rossoni.


Blog: sexta-feira, 26 de outubro de 2018

13:45:46

No apagar das luzes...

No apagar das luzes de seu governo, Cida Borghetti publica decreto (nº 11495, de 25 de outubro) nomeando os conselheiros das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari), do Departamento de Trânsito, com mandato de 2 anos.

O Jari, que é composto por 70 membros entre titulares e suplentes, é um órgão colegiado responsável pelo julgamento dos recursos interpostos contra penalidades impostas pelo Detran.

Mas o que mais chama a atenção de atentos observadores da cena política paranaense é que, além do decreto sair faltando pouco mais de dois meses do fim do mandato, são algumas pessoas nomeadas.

Nomes e sobrenomes conhecidos da cena política local. Tem um ex-vereador de Curitiba, um ex-candidato a vereadora em Maringá, a mulher de um prefeito da Região Metropoliana de Curitiba, o pai de um ex-secretário de Estado, um ex-secretário municipal, um ex-presidente de partido, além de atuais comissionados do Governo do Estado e até prima e mulher de deputados reeleitos.

Todos esses nomes constam da cota destinada a membros “com conhecimento de trânsito”. O Jari também é composto por membros representantes do Detran e de entidades ligadas à área de trânsito.

A remuneração para participar de cada reunião do colegiado é de R$ 1,5 mil e o órgão se reúne uma vez por semana, segundo informações oficiais.

Quem quiser descobrir quem está nesta lista, aqui está a portaria: http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/listarAtosAno.do?action=exibir&codAto=209507&indice=1&totalRegistros=266&anoSpan=2018&anoSelecionado=2018&mesSelecionado=10&isPaginado=true



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