Email: Roseli Abrão

Em pauta: quarta-feira, 29 de julho de 2015

15:30:27

TCP inicia atendimento direto de exportação à África

O TCP - Terminal de Contêineres de Paranaguá passa a receber, a partir de agosto, navios com rota para o Oeste e Sul da África. Com o novo serviço, o Terminal oferece atendimento pleno para clientes que têm negócios naquelas regiões, com embarques e desembarque semanais.

Se antes o Terminal operava apenas no transbordo de cargas, agora oferece atendimento direto, gerando comodidade ao cliente. “Nós estamos ampliando a possibilidade do cliente em utilizar os portos de origem e destino, sem precisar descarregar a carga em outro local que não seja o seu destino final”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente da TCP, empresa que administra o Terminal.

Outro fator positivo do novo serviço é a economia gerada para exportadores que utilizam a rota para negócios de exportação, principalmente, de commodities como frango congelado, fubá e açúcar. “Os clientes com origem no Paraná ou na região de influência do Terminal precisavam encaminhar suas cargas para o estado vizinho. Com o atendimento direto em Paranaguá, o cliente reduz a cadeia logística e o custo operacional, economizando no frete rodoviário e reduzindo o custo total da carga”, enfatiza.

O novo serviço também diminui o tempo de espera para que os exportadores possam despachar suas cargas, com escalas semanais em Paranaguá. “Antes, o navio fazia escalas quinzenais no porto vizinho. Agora, o exportador conseguirá fazer a venda semanalmente, reduzindo custo de armazenagem e melhorando o seu fluxo financeiro”, analisa Moraes e Silva. A estimativa é a de que o Terminal tenha um volume de 600 contêineres por semana. “O armador que usava o serviço indireto se torna mais competitivo, oferecendo ao cliente a opção do embarque direto com redução no custo. Outro diferencial é que o novo serviço além de atender o Oeste da África passa a atender a região Sul do continente, o que antes não acontecia”, finaliza.

O serviço contará com a participação dos armadores CMA CGM, NileDutch e Hamburg Sud e escalará os seguintes portos Africanos: Durban, Port Elizabeth, Cape Town, Luanda e Pointe Noire.


Em pauta: segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

11:16:06

Cuidado com os olhos

O médico oftalmologista Aristides Athayde Neto está alertando para os cuidados com os olhos neste verão. Segundo ele, esta é uma época propícia a infecções oculares (conjuntivites) e em razão disso são necessários especiais.

Segundo o médico, a conduta mais importante é a higienização ocular, com água mineral, após banhos de mar e piscina.


Em pauta: quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

14:49:08

O discurso de Caito Quintana

Sr. Presidente e Srs. Parlamentares, eu havia começado um pronunciamento por escrito e ontem pus um router e em 24 horas não pode mais mexer com computador, com nada, portanto não conclui, mas vou fazer o início. E entendo agora, Deputado Valdir, por que V. Exa. falou que usasse a palavra hoje.

Srs. Deputados, no primeiro dia de Sessão Plenária do ano de 1983 assumi as funções de Deputado Estadual desta Casa Legislativa. Durante alguns meses ouvi atentamente Deputados mais experientes, estudei o Regimento Interno e procurei entender a melhor forma de desempenhar o meu mandato. Dessa data até os dias atuais se passaram 32 anos. Foram oito mandatos consecutivos, nos quais pude desempenhar várias funções no Legislativo, bem como no Executivo.

No primeiro mandato, já com incorporação do Partido Popular, que tinha como figura de proa o grande homem público Jaime Canet Júnior, o MDB passou a denominar-se PMDB, elegendo 38 Deputados à época. Os partidos eram apenas Arena e PMDB. Tive no segundo mandato a responsabilidade de ser o Líder dessa Bancada, que acumulava a Liderança do Governo. Dessa época para cá exerci quatro vezes a Liderança da Bancada, duas a Liderança do Governo, fui Relator da Constituição do Estado do Paraná, durante dois mandatos fui Secretário Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, fui Revisor da Constituição, fui Corregedor desta Casa e tantas outras atribuições inerentes ao desempenho do mandato.

Não relato estes fatos por vaidade, muito menos por autoelogio, mas sim para dizer que cumpri com minhas obrigações de representante de parcela significativa da sociedade e deixo o meu mandato pela falta de votos suficientes, porém de cabeça erguida, sem nunca ter me envolvido em falcatruas e tendo dado o melhor de mim pelo desenvolvimento do nosso Estado e pela diminuição das desigualdades regionais e sociais.

A. J. Cronin, em prefácio de seu livro “Quem Mexeu no Meu Queijo”, que é um livro hoje lido pela juventude inteira, ele vai no prefácio dizendo que a vida não é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens pelas quais devemos procurar o nosso caminho, perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída. Porém, se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós, talvez não aquela em que teríamos pensado, mas aquela que definitivamente irá se revelar boa para nós.

Eu, Sr. Presidente e Srs. Parlamentares, durante o tempo em que aqui estive e todos aqui sabem disso, porque foram 32 anos, sempre procurei ser conciliador até mesmo na discórdia, até mesmo no enfrentamento como tantos e tantos enfrentamentos fizemos aqui em reuniões memoráveis como a venda, o Projeto que pretendia vender a Copel e tantos outros.

Eu não acredito na necessidade de para exercer enfrentamento precisar ser raivoso ou tecer considerações ofensivas à pessoa daquele que discorda do nosso pensamento. E esta Casa, Sr. Presidente e Srs. Parlamentares, dela tem-se um convívio permanente.

Fui criado em internato e aprendi desde cedo que quando se convive com muitas pessoas, tem-se que ter a condição de convivência na divergência, porque senão a coisa fica complicada. Nós nos encontramos aqui nos corredores, nas antessalas, nas Comissões, no Plenário, onde quer que seja, portanto o clima de boa convivência interna é um clima necessário na Assembleia Legislativa.

Eu saio daqui com a certeza de que muitos que permanecem continuarão lutando pelo fortalecimento do Legislativo. Um Poder desgastado condicionalmente, um Poder que muitas e muitas vezes a população não entende, porque acha que o Deputado tem condições e tem capacidade para dar origens a leis, e é muito restrito o espaço que o Deputado tem de poder apresentar projetos, muito restrito. Mas naquilo que é possível a Assembleia tem desempenhado o seu papel, haja visto o desempenho das Comissões, o desempenho do Plenário, a quantidade de projetos votados, Senhor Presidente, nesta Casa, terminando sempre no prazo regimental as ações que os Deputados fazem.

Ainda hoje eu vi nas emissoras de rádio questionando que a Assembleia amanhã tem a sua última votação. Sabe por que ela tem Senhores Deputados? Porque a Assembleia cumpriu o seu papel, a Assembleia realizou as suas funções, a Assembleia votou o que tinha que ser votado, e por isso entra em recesso de plenário.

A Assembleia, é bom que se diga, é bom que a imprensa entenda isso de uma vez, a Assembleia quando entra em recesso de plenário não fecha os gabinetes, o trabalho parlamentar continua sendo feito nos gabinetes, apenas aqui não existe votação durante o mês de janeiro, mas os gabinetes estão trabalhando. Portanto, não é férias, é recesso de plenário. Eu tenho por esse Poder um grande amor e uma grande estima porque acho que ele é um Poder desarmado, um Poder que não tem caneta para assinar projetos, não tem caneta para nada; no entanto é o Poder aonde se direciona todas as críticas da política.

Acho que nós fizemos o nosso papel aqui dentro, cada um cumpre o seu papel, e eu me sinto orgulhoso de ter, durante esse período, ajudado a que a Assembleia Legislativa pudesse caminhar dessa forma.

Recentemente aprovamos um pacote de medidas, duras, ruins, votei com elas, por quê? Porque o eleitor do Paraná, o povo do Paraná disse que estava contente com o Governo, elegeu no primeiro turno. Consequentemente se elegeu, essa Casa deu as condições para que faça um segundo mandato melhor, se não fizer essa Casa poderá cobrar.

O que nós não podemos é dizer não àqueles que a população disse sim. Quero, portanto, Senhor Presidente, um momento em que após todo esse período me despeço desta Casa, porque espero não me despedir dos companheiros, com quem pretendo manter uma convivência fraterna e permanente, quero agradecer a V.Exa., Senhor Presidente, e a essa atual diretoria da Assembleia, que com muito esforço, com muitas contradições, com muitas contestações, promoveu reformas substanciais no Poder Legislativo, fazendo com que esse Poder fosse mais aberto, mais transparente, cumprisse melhor as suas obrigações, se adequasse ao processo de economia do Poder Público, tanto que a Assembleia tem devolvido sistematicamente recursos para o Governo do Estado, para o caixa do Tesouro.

E agradecer aos funcionários. Recentemente, Senhor Presidente, fizemos uma revisão de todas as leis de utilidade pública, e o Departamento Legislativo dessa Casa, sem precisar de contratação de ninguém, fez um trabalho excepcional, passamos da primeira à última lei, para podermos deixar a Assembleia Legislativa atualizada repassada para o sistema de controle computadorizado, as leis de utilidade pública.

Agradeço a todos, aos funcionários, aos amigos, aos companheiros, aos adversários políticos. Não lamento, não condeno os eleitores que não entenderam o nosso trabalho. Sempre achei que na democracia cada um escolhe o caminho que pretende seguir, e é um direito do eleitor de escolher quem ele pretenda escolher. Só espero que o eleitor paranaense e brasileiro seja o fiscalizador também, seja alguém que queira mudar o sistema. Não é um deputado que vai mudar o sistema. Muitas e muitas vezes vejo acusações sobre parlamentares que, eventualmente tenham feito esquema em município. Se faz isso, porque é uma cobrança, muitas e muitas vezes, o eleitor, ele não reconhece o trabalho na hora. Ele reconhece o esquema que é feito em véspera de eleição. Isso é ruim para a democracia. Então, meus amigos, sei que esta emoção de despedida me machuca a bastante tempo, mas tinha que fazê-la, não poderia sair daqui sem dizer algumas palavras depois de tanto tempo.

Tem que fiz, para vocês terem uma ideia, a minha filha mais velha que hoje tem 35 anos tinha dois anos quando eu comecei meu mandato. E eu não vi elas crescerem. Eu perdi uma filha sem conviver com ela. E isso me machuca. Mas Deus me deu na minha neta uma substituição da filha que perdi. Então, muito obrigado a todos! Que Deus acompanhe o trabalho de vocês! .


Em pauta: terça-feira, 16 de setembro de 2014

19:55:18

SINDEJOR-PR homenageia ex-presidentes

"Da esquerda para direita: Franklin Viera da Silva, Soraya Kudri, Paulo Cruz Pimentel e Ana Amélia Cunha Pereira Filizola">

Uma galeria de fotos é a homenagem do SINDEJOR-PR – Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Paraná aos seus ex-presidentes. A galeria, na sede do Sindicato em Curitiba, foi inaugurada na terça-feira, 16, com a presença de Carlos Roberto Santiago (advogado do SINDEJOR-PR) e de Leonardo Petrelli (presidente do grupo RIC), Roney Pereira Rodrigues (representando o jornal Bem Paraná), entre outros associados.

A iniciativa é do atual presidente, Franklin Vieira da Silva, como forma de reconhecer os esforços e serviços prestados por aqueles que o antecederam. Os homenageados são Abdo Aref Kudri (in memoriam) – representado pela filha Soraya Kudri, Paulo Cruz Pimentel e Ana Amélia Cunha Pereira Filizola.


Em pauta: sexta-feira, 18 de julho de 2014

16:26:51

Suspensa licença ambiental do porto de Portal

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em decisão unânime, atendeu a ação popular e suspendeu a licença prévia emitida pelo Ibama para a empresa Porto Pontal Paraná Importação e Exportação - referente à instalação portuária em Pontal do Paraná.

Na decisão, liminar, os desembargadores federais acolheram os argumentos apresentados no sentido da nulidade da licença ambiental expedida. O principal fundamento diz respeito a inexistência de manifestação da Funai sobre o empreendimento, uma vez que se pretende instalar o porto em local em área de influência de comunidades indígenas.

Segundo especialistas, a regularização do licenciamento perante a Funai é um procedimento complexo e deve levar pelo menos 3 anos.


Em pauta: sábado, 12 de outubro de 2013

17:21:11

Vêneto Sorveteria inaugura em Santa Felicidade

Santa Felicidade acaba de ganhar mais um ponto de encontro: o tradicional buffet Vêneto Sorveteria, com mais de 26 anos de história na região Sul do Brasil. A franquia é um investimento de Renato Costa e oferece ao cliente 36 sabores de sorvete com coberturas e complementos variados.

Localizada na Rua João Reffo 821, a Vêneto Sorveteria abre todos os dias, das 10 às 19 horas.


Em pauta: sexta-feira, 20 de setembro de 2013

13:56:48

Meu pai foi militar e democrata

*Geraldo Serathiuk

Convidado por Narciso Pires, amigo desde o Comitê Brasileiro pela Anistia, para prestar um depoimento ao projeto do DHP-Paz, Grupo Tortura Nunca Mais em parceria com o Ministério da Justiça sobre o resgate da memória do período da resistência democrática no Brasil nos anos 70 fiz um exercício de busca das lembranças que tenho daquele período.

Instado pela entrevistadora diante das câmeras comecei contextualizando o período, demonstrando que o mundo após a segunda guerra começou a reviver a democracia e em nosso caso, com a Constituinte de 1946. Isto permitiu o fortalecimento do movimento sindical, partidário e cultural, de tal forma que colocou em cheque as políticas de desenvolvimento elitistas e as ocupações territoriais em países de vários continentes, com o surgimento dos movimentos de independência nacional. Neste contexto de crescimento da democracia, sobrevieram os conflitos e em seu meio a crise do petróleo nos anos 70 a recessão, desemprego e carestia. Recessão que no Brasil começou em 1975 durando muitos anos. Fatores que trouxeram o espírito do arbítrio e interromperam a transmissão do conhecimento entre gerações, o que explica em muito a desqualificação das instituições aqui e no mundo.

Num segundo momento, a entrevistadora pediu para falar sobre a minha trajetória familiar e pessoal. Passo da análise acadêmica, para um relato de uma história onde os sentimentos afloram. Contei então que meu pai, João, filho de agricultores da região de Prudentópolis, veio servir o Exército em Curitiba no ano de 1936, seguindo a carreira militar durante 9 anos. Foi cabo enfermeiro no Hospital Militar, onde conheceu o aspirante a oficial Ney Braga quando um filho dele ficou a seus cuidados, de onde nasceu uma amizade, que levava Ney a visitá-lo já quando morava no interior. Tempos depois junto com sua companhia foi convocado para construir a chamada rodovia estratégica entre Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. Casou e durante o percurso alguns irmãos foram nascendo pelo trecho. E ao sair do exército em 1945, rumou para o norte do Paraná e qualificado que foi pelas forças armadas, tornou-se farmacêutico provisionado. Trabalhando em sua farmácia, tornou-se uma pessoa popular, o que o levou a ser vereador pelo PTB, por Mamborê, cidade onde nasci, e mais tarde por Campo Mourão, onde vivi até meus 17 anos. Fatos que mostram positivamente o papel relevante que as forças armadas têm na construção da nação e na formação de seu povo, dentro dos marcos constitucional. Relatei que ele sempre foi um homem participante e solidário às lutas sociais, especialmente as manifestações agrárias, que geravam conflitos e os feridos eram atendidos por ele em sua farmácia, que mais parecia um hospital naqueles tempos. Ainda era muito comum a presença das lideranças políticas estaduais e nacionais em nossa casa, inclusive velhos amigos de farda que seguiram outros rumos políticos, sendo filiados a outros partidos existentes no período democrático anterior a 1964. Deste tempo, relembro da visita do presidente Juscelino Kubitshchek a Campo Mourão e nós andando em carro aberto com ele, do amigo vereador, Quirino Carraro, morto por conflitos agrários, e do amigo Moacir Ferraz, cassado por organizar as ligas camponesas, fatos que vivenciei quando criança, quando meu pai lutava na defesa de suas vidas e ideários. E as boas lembranças daquele imenso pomar do nosso sitio onde o gado e os cavalos ficavam debaixo dos pés gigantes de uva do Japão e das tardes quando meu pai ia correr com seu cavalo na raia e me dava um dinheirinho para jogar e eu pensava, “eu não vou jogar o dinheiro no cavalo, vai sair voando”, e guardava.

Do imaginário de minha infância, assistindo a luta de meu pai, advieram à entrada de meus irmãos, Vitório e Nelson, em Curitiba, na militância estudantil e democrática e na resistência ao golpe, quando houve a prisão do Vitório no Ahú, em 1968, quando fiz 12 anos de idade, e lá estive para visitá-lo, encarcerado ao lado de amigos. O exílio veio para eles após a libertação, que durou até 1979. Iniciou no Chile e depois na Europa, pois quando do golpe do Chile em 1973, as autoridades brasileiras viraram as costas aos pedidos dos familiares para que fossem retirados das mãos de Pinochet, fato que os levou a serem acolhidos por outros países democráticos.

Estas vivências determinaram, quando da minha chegada em Curitiba, o meu engajamento na luta pela redemocratização do país, contra o desemprego, a carestia, pela Anistia, pela Constituinte e no movimento das eleições diretas, contribuindo para a reorganização do movimento estudantil. A retomada da CEU pelas forças democráticas a qual lideramos em conjunto com valorosos e corajosos amigos serviu de base de apoio para a reconstrução dos diretórios estudantis, da UNE e da UPE, bem como, oportunizou um espaço para a reorganização partidária, cultural, social e sindical. Dali partia as ações relâmpagos que fazíamos com nosso pequeno grupo de incansáveis e abnegados, nos estádios, praças, nas salas de aula e em locais de grande circulação em favor de nossas propostas. E para enganar nossos vigias aquelas inesquecíveis reuniões, a dois, num banco de praça a luz do dia, um virado de costa para o outro, as reuniões secretas com aplausos aos amigos com o estalar dos dedos e a nossa biblioteca clandestina de centenas de obras que trouxe luz e fez aumentar as hostes democráticas. No que fomos eficientes, pois nas fichas só aparecem os relatos das participações em ações publicas.

Deste período não pude deixar de me emocionar quando expressei que lá em casa as lembranças do período de arbítrio permanecerão em nossa memória até os últimos dias, já que as seqüelas deixadas pela vivência dos conflitos e perseguições trouxeram profundos efeitos psicológicos em alguns membros da família. A emoção ainda tomou conta, quando me lembrei do ingresso na universidade de Direito na PUC, em 1978, e do encontro que tive com meu pai para comemorarmos com uma boa conversa, cerveja e churrasco. Este foi nosso último encontro, pois 4 meses mais tarde veio a falecer, e novamente voltei a nossa cidade para o seu velório, que não pode contar com todos os irmãos, já que o arbítrio não deixou os familiares exilados lá estar. Este fato aumenta a minha emoção quando relato uma conversa que tive há alguns anos atrás com o nosso ex-prefeito de Campo Mourão e ex-ministro do STJ, Dr. Milton Luiz Pereira. Ele me contava da sua convivência com meu pai, de quem era amigo, quando se consultava em sua farmácia, o quanto meu pai sofria com a perseguição a si e aos seus, tendo vindo a falecer logo depois com apenas 60 anos.

E nesta busca de memórias, que preservam tantos sentimentos percebi alguns outros como o de tristeza, pelo fato de quando começamos a luta pela redemocratização sermos tão poucos, pois os serviços de informação do arbítrio criavam medo nas pessoas para que não se aproximassem de nós. E muitos dos que hoje se apresentam como democratas, espertos, corriam e negavam ter ligações conosco, cuidando apenas dos seus interesses pessoais se oportunizando, ocuparam os espaços daqueles que foram perseguidos e afastados. Por isso refleti no meu depoimento: Imaginem como seria o Paraná, e mesmo o Brasil, se às carreiras de Leo de Almeida Neves, Nelson Maculam, Amaury Silva, Alencar Furtado, entre outros, não tivessem sido interrompidas? A resposta evidente é que muitos não teriam crescido e se desenvolvido sem o arbítrio. E por outro lado, vem à emoção da alegria ao falar que a luta pela redemocratização e a democracia nos fez ter muitos amigos que sempre me deram afeto, força e coragem para enfrentar as piores adversidades da vida.

Para concluir relembrei o sábio ensinamento do Papa Francisco I, ao dizer que nossos jovens devem cuidar dos mais velhos, pois é um elo de transmissão de conhecimento, que foi interrompido pelo arbítrio, comportamento que lamentavelmente até setores ditos progressistas incorporaram, ao deixar de lado e descartar algumas gerações de homens e mulheres de boa formação que lutaram, desqualificando nossas instituições. Por isso somos chamados a buscar a continuidade da democracia para o aperfeiçoarmos nossas legislações que contribui para a construção a cada dia do modelo de desenvolvimento sem concentração de riqueza. Será a melhor herança que poderemos deixar, ou seja, um país democrático com crescimento econômico, onde o sistema de preço comunique a cada dia o aumento da justiça social. Este sonho sempre me emociona, ao olhar para minha esposa e filhos, e pensar que os sentimentos de ódio, autoritarismo e perseguição, componentes do espírito daqueles que defendem uma sociedade fechada, aos poucos está indo embora, e em seu lugar surgem os sentimentos de amor, diálogo e solidariedade, componentes do espírito dos defensores da sociedade aberta.

Geraldo Serathiuk, advogado, especializado em direito tributário pelo IBEJ/Pr. e MBA em Marketing pela UFPR. gserathiuk@yahoo.com.br



Blog

Desta vez vai?

Não tem candidato. Não sabe se será candidato

Será que dá certo?

Richa melhor que Temer

Entre aspas

Quase uma unanimidade

Nunca ouviu falar

Bancada dividida

Câmara "enterra" distritão

Lula continua favorito

Em pauta

Aproveite o “Dia do Frevo” em Recife

Bairros de Curitiba

Músicas antigas

Novos acadêmicos

Acupuntura, mitos e verdades

É preciso manter a esperança

TCP inaugura armazém de exportação e oferece novos serviços

TCP Log inicia movimentação de equipamentos destinados à fábrica de celulose da Fibria no Mato Grosso do Sul

TCP investe em ampliação da frota de veículos

Gestão de Fluxos garante confiabilidade na operação Porta a Porto da TCP

Acesse também

Twitter - http://twitter.com/roseli_abrao

Facebook - http://www.facebook.com/blog.roseliabrao

RSS Feeds - http://roseliabrao.com/rss/

Coluna

Rossoni derruba sessão e irrita deputados

CEI do “xerox” não pode ser uma caça às bruxas

Erro do TRE dá sobrevida a Bernardo Carli

Ghignone aposta na vitória de Ducci

Beto não assume compromisso com emendas ao orçamento

Publicidade


Publicidade

A 1ª em aluguel de Livros com entrega em domicilio e Venda de Livros Usados em Curitiba

Telefones para contato:
(41) 3367-2466 / 3367-3544


Copyright © roseliabrao.com | 2011

Blog | Coluna | Em pauta | Roseli Abrão | Equipe | Contato | Topo do site