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Coerência, prá que?

O que leva um parlamentar a mudar radicalmente de posição num curto espaço de tempo? A pergunta cabe quando se comprara a votação da proposta do governo do Estado, em 2019, que pôs fim a licença-prêmio dos servidores públicos estaduais, e a proposta do Ministério Público, aprovada esta semana na Assembleia Legislativa, que restabelece a seus servidores este benefício.

Em 2019, a votação da proposta do governo foi por 37 votos a favor a extinção e 13 contra. Agora, foram 30 votos a favor e 19 contra.

Poucos foram os deputados que mantiveram o voto. Se serve como curiosidade, a maioria dos que mudaram de posição integra a bancada governista na Assembleia Legislativa.

Os que votaram não ao fim da licença-prêmio na votação de 2019 mantiveram sua posição em relação à proposta do Ministério Público.

Coerência

Olhando as duas votações a conclusão a que se chega é que apenas cinco deputados foram coerentes em suas votações: os que foram contra a extinção da licença-prêmio em 2019 e os que não aprovaram a proposta do MP. São eles: Anibelli Neto, Homero Marchese e Subtenente Everton.

Na outra ponta, foram coerentes, votando a favor da licença nos dois casos os deputados Michele Caputo e Jacovós.

A conclusão a que se pode chegar é que os que votaram pela extinção da licença-prêmio para os servidores do Executivo foram “generosos” com os servidores do MP.

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